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Hamas exalta Lula, Petro e Maduro após declarações contra Israel

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O grupo islâmico Hamas tem divulgado manifestações de apoio a líderes latino-americanos que acusam Israel de “genocídio” na Faixa de Gaza desde o ataque de 7 de outubro de 2023, que deixou quase 1,2 mil mortos em território israelense.

Colômbia expulsa diplomatas e recebe aplauso do Hamas

No último dia 2, o Hamas afirmou “valorizar” a decisão do presidente colombiano, Gustavo Petro, de expulsar diplomatas israelenses e suspender o tratado de livre-comércio com Israel. A medida foi tomada após a interceptação, pela Marinha israelense, de uma flotilha que levava a ativista Greta Thunberg a Gaza.

Petro já havia rompido relações diplomáticas em maio do ano passado, mas parte do corpo consular permaneceu no país. Desde o início do conflito, o colombiano chama as operações israelenses de “crimes de guerra” e “genocídio”. Em declaração recente, chegou a dizer que o então presidente norte-americano Donald Trump deveria ser preso por “cumplicidade” com Israel.

Lula repetidamente elogiado

Em fevereiro de 2024, o Hamas divulgou nota dizendo “apreciar” a comparação feita pelo presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva entre a ofensiva israelense em Gaza e a Alemanha nazista. O comunicado classificou as ações de Israel como “Holocausto”.

O grupo já havia parabenizado Lula pela vitória eleitoral de 2022, chamando-o de “lutador pela liberdade”. Mais recentemente, o Itamaraty condenou a detenção de ativistas da mesma flotilha e classificou a ação israelense como “crime de guerra”, posicionamento igualmente festejado pelos militantes.

O Hamas também celebrou o momento em que a delegação brasileira abandonou o plenário da ONU durante discurso do premiê Benjamin Netanyahu.

Maduro reforça alinhamento

Na Venezuela, o presidente Nicolás Maduro qualificou o conflito como “o genocídio mais brutal desde o nazifascismo” ao lembrar, em 7 de outubro, os dois anos do ataque do Hamas a Israel. O chavismo organizou marchas de apoio aos palestinos e, em 2019, já havia recebido agradecimentos do Hamas por condenar a tentativa de destituir Maduro.

Apoio fora da América do Sul

Após uma onda de reconhecimento de um Estado palestino por países europeus em setembro, um dirigente político do Hamas disse à emissora Al Jazeera que o ataque de 7 de outubro “abriu os olhos do mundo” para a causa palestina. Israel reagiu, acusando esses governos de “recompensar o terrorismo”.

Com informações de Gazeta do Povo