Doha – O líder do Hamas, Khaled Meshaal, afirmou nesta quarta-feira, 11 de dezembro de 2025, que o grupo não aceitará a desmilitarização integral prevista no plano de paz para Gaza apoiado pelos Estados Unidos, embora esteja disposto a considerar a paralisação da fabricação e do uso de seus armamentos.
Em entrevista à emissora Al Jazeera, Meshaal explicou que o movimento palestino discutiu com mediadores um acordo parcial. A proposta permitiria ao Hamas manter o arsenal já disponível, mas imporia limites à produção e ao emprego das armas. “Para um palestino, desarmar-se é perder a própria alma”, declarou, reiterando que a entrega total do estoque não está em negociação.
O dirigente também se mostrou favorável à presença de uma força internacional de estabilização ao longo da fronteira entre Gaza e Israel, desde que não opere dentro do território palestino. Ele citou como referência a missão da ONU no sul do Líbano (UNIFIL) e alertou que tropas estrangeiras dentro de Gaza seriam consideradas uma forma de ocupação.
O plano de paz em discussão foi elaborado com apoio de Washington e exige o desarmamento completo do Hamas como condição para um cessar-fogo duradouro. Até o momento, contudo, o movimento islâmico mantém a posição de que apenas aceitará restrições parciais, preservando o estoque existente como “garantia” contra novas escaladas militares.
Com informações de Gazeta do Povo