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Haddad e Alckmin saúdam, com cautela, fim de sobretaxas de Trump decidido pela Suprema Corte dos EUA

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A decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos que considerou ilegais as tarifas impostas pelo ex-presidente Donald Trump levou o governo brasileiro a comemorar, mas com prudência, nesta sexta-feira (20). O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o presidente em exercício, Geraldo Alckmin (PSB), avaliaram que o resultado é positivo para o país, ainda que novas cobranças globais de 10% tenham sido anunciadas por Trump logo após o veredicto.

Em entrevista coletiva, Alckmin afirmou que a tarifa global proposta pelo ex-mandatário norte-americano “não retira competitividade” do produto brasileiro. “A alíquota de 10% é aplicada a todos. Portanto, o Brasil permanece em condição de igualdade com seus concorrentes”, declarou.

No X (antigo Twitter), Haddad elogiou o comportamento diplomático adotado por Brasília durante todo o contencioso. Segundo o ministro, o país confiou no diálogo e recorreu tanto à Organização Mundial do Comércio (OMC) quanto ao Judiciário norte-americano, “estabelecendo uma conversa direta para tratar de temas relevantes” e agindo “de forma impecável” na relação bilateral.

Brasil era um dos mais afetados

Quando as sobretaxas foram anunciadas, o Brasil figurava entre os principais prejudicados: pagava 50% em tarifas adicionais, valor que caiu para 22% após rodadas de negociação. A revogação determinada pela Suprema Corte — aprovada por 6 votos a 3 — elimina essas taxas, mas o novo percentual global de 10% proposto por Trump reacende a preocupação de parceiros comerciais.

Mesmo comemorando a decisão do tribunal, Haddad e Alckmin adotaram tom de cautela ao lembrar que o cenário internacional segue volátil. Outros países impactados pela medida do republicano também reagiram com reserva, preferindo aguardar eventuais desdobramentos no Congresso dos EUA.

Com informações de Gazeta do Povo