A Groenlândia anunciou nesta segunda-feira, 12 de janeiro de 2026, que pretende intensificar a cooperação com a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) para ampliar a proteção militar no Ártico. A decisão ocorre em meio às declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que voltou a defender a anexação do território autônomo dinamarquês por motivos de segurança nacional.
“A defesa da ilha deve permanecer sob o guarda-chuva da Otan”, afirmou o primeiro-ministro groenlandês, Jens-Frederik Nielsen. Segundo ele, qualquer expansão militar na região será articulada com a aliança, em diálogo com os Estados Unidos e em colaboração estreita com a Dinamarca, da qual a Groenlândia faz parte e, por consequência, integra a organização transatlântica.
De acordo com a agência Associated Press, o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, confirmou que a aliança discute novos passos para fortalecer a segurança no Ártico. Entre as possibilidades em debate está o lançamento de uma missão específica para a região, embora nenhuma proposta formal tenha sido apresentada até o momento.
A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, advertiu que uma eventual ação militar unilateral dos EUA contra a Groenlândia poderia significar o colapso da Otan. Ainda assim, Rutte declarou que Copenhague não se oporia a um aumento da presença militar americana na ilha, desde que dentro dos acordos vigentes.
No ano passado, a Dinamarca destinou cerca de 90 bilhões de coroas dinamarquesas (aproximadamente 11 bilhões de euros) ao reforço da defesa na Groenlândia, tentando responder às preocupações estratégicas manifestadas por Washington. A ilha, com cerca de 57 mil habitantes, possui recursos minerais pouco explorados e ocupa posição considerada estratégica no extremo norte do Atlântico.
Os Estados Unidos mantêm presença militar em solo groenlandês desde a Segunda Guerra Mundial, hoje restrita a uma base ativa, operando mediante acordos bilaterais com Copenhague.
Com informações de Gazeta do Povo