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Governo Trump planeja site Freedom.gov para furar censura digital em todo o mundo

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O Departamento de Estado dos Estados Unidos prepara o lançamento do Freedom.gov, plataforma criada para permitir o acesso a conteúdos bloqueados por governos e garantir navegação anônima. O projeto, chancelado pela administração do presidente Donald Trump, deve entrar no ar nos próximos meses.

O que é o Freedom.gov

Registrado oficialmente em janeiro de 2026, o domínio freedom.gov exibe por enquanto apenas a mensagem “Freedom Is Coming. Information is power. Reclaim your human right to free expression. Get ready”. A proposta é atuar como uma “porta alternativa” para a internet, oferecendo recursos semelhantes aos de uma VPN para fazer o tráfego parecer originado nos Estados Unidos, mesmo quando o usuário estiver em outro país.

Objetivo e alcance

Segundo fontes ouvidas pela agência Reuters, o site não armazenará endereço IP ou histórico de navegação, assegurando anonimato completo. A intenção é disponibilizar aos internautas, inclusive os que vivem sob regimes de forte controle estatal, o mesmo acesso aberto existente nos EUA.

Comando do projeto

A iniciativa é liderada por Sarah Rogers, subsecretária de Diplomacia Pública do Departamento de Estado. Em entrevista ao portal Semafor, em janeiro, Rogers declarou que pressionar governos a ampliarem a liberdade de expressão nas redes sociais é prioridade da pasta. No podcast Louder with Crowder, neste mês, a subsecretária reforçou que “todas as pessoas do mundo devem ter acesso à informação sem censura imposta por governos estrangeiros”.

Contexto de restrições globais

O plano nasce em meio a um cenário de endurecimento de regras sobre conteúdo on-line. Na União Europeia, a Lei de Serviços Digitais (DSA) permite multas e bloqueios contra plataformas que não removam material classificado como ilegal. O X, de Elon Musk, recebeu a primeira multa: 120 milhões de euros. No Reino Unido, o Online Safety Act prevê sanções similares, e, no Brasil, decisões do Supremo Tribunal Federal já determinaram a suspensão de serviços que descumpriram ordens judiciais.

Possíveis beneficiados

Reportagens da imprensa norte-americana citam China, Irã e países europeus submetidos à DSA como focos iniciais do Freedom.gov. O CEO da plataforma de vídeos Rumble, Chris Pavlovski, compartilhou notícia sobre o projeto acompanhada da expressão “Olá, Brasil”, sugerindo que a ferramenta pode facilitar o acesso de brasileiros a conteúdos hoje bloqueados por decisões judiciais.

Rumble e o caso brasileiro

O Rumble está fora do ar no Brasil desde fevereiro de 2025, por ordem do ministro do STF Alexandre de Moraes, após a empresa se recusar a bloquear perfis como o do jornalista Allan dos Santos. A plataforma e a Trump Media moveram ação nos EUA contra Moraes, alegando violação à Primeira Emenda norte-americana. O processo segue em tramitação.

Próximos passos

O Departamento de Estado informou à Reuters que a “liberdade digital” é prioridade do governo Trump e envolve promover tecnologias de privacidade e ferramentas anticensura. Até o momento, não há data oficial para o lançamento, mas o endereço já está ativo e deve ganhar novas funcionalidades nas próximas semanas.

Quando entrar em operação, o Freedom.gov pretende oferecer a qualquer usuário, em qualquer país, recursos para contornar filtros geográficos e acessar informações removidas ou proibidas localmente, reforçando o discurso da Casa Branca de que a liberdade de expressão é um direito humano universal.

Com informações de Gazeta do Povo