Bogotá – O Ministério da Defesa da Colômbia descartou qualquer indício de ataque externo na queda do avião militar Hércules C-130 que ocorreu na manhã de segunda-feira (23) em Puerto Leguízamo, departamento de Putumayo, região amazônica do sul do país.
De acordo com o boletim mais recente das Forças Militares, divulgado nesta terça-feira (24), o desastre provocou 66 mortes, deixou quatro desaparecidos e 57 feridos.
Vítimas e resgate
Entre os mortos, 58 pertenciam ao Exército Nacional, seis integravam a tripulação da Força Aeroespacial Colombiana (FAC) e dois eram policiais. A aeronave transportava 128 pessoas.
Dos 57 sobreviventes, oito foram levados para a cidade de Florencia, capital do departamento de Caquetá, e 49 transferidos para Bogotá. Na capital, 19 militares recebem atendimento no Hospital Militar, enquanto 30 em condição estável estão no Batalhão de Saúde Militar. Quatro militares permanecem sem localização.
Causas em apuração
O ministro da Defesa, Pedro Sánchez Suárez, general reformado da FAC, afirmou que o avião “tinha plenas condições técnicas de voo” e que a tripulação estava “devidamente treinada”. Segundo ele, não há evidências de ação de grupos ilegais. Vídeos que mostram explosões após a queda foram atribuídos à detonação de munições transportadas pelas tropas, incendiadas após o impacto.
Sánchez Suárez garantiu que a investigação será “rigorosa, transparente e conduzida com a máxima celeridade”.
O comandante das Forças Militares, general Hugo Alejandro López, confirmou que os corpos estão em processo de identificação.
Os trabalhos de busca e a perícia continuam na área de difícil acesso, tomada por mata fechada, onde a aeronave caiu pouco depois de decolar do aeroporto de Puerto Leguízamo.
Com informações de Gazeta do Povo