O Ministério da Defesa da Colômbia informou, na terça-feira (26), que 34 militares foram sequestrados na província de Guaviare, sul do país. Segundo a pasta, moradores da região teriam agido sob ordens de guerrilheiros dissidentes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).
O titular da Defesa, Pedro Sánchez, declarou que as Forças Armadas “mobilizarão todas as capacidades” para resgatar os soldados. O governo ofereceu recompensa de US$ 5 mil (cerca de R$ 27.090) por informações que levem aos responsáveis pelo crime.
De acordo com Sánchez, o sequestro ocorreu após um confronto que resultou na morte de dez integrantes das dissidências das Farc. Os sequestradores exigem que o corpo de um dos mortos, atualmente no necrotério da capital de Guaviare, seja entregue à comunidade local.
Série de raptos e pressão sobre civis
Casos de sequestro de agentes do Estado por moradores de áreas rurais têm se repetido nos últimos anos. O governo do presidente Gustavo Petro atribui essas ações à influência de grupos rebeldes, que, segundo Bogotá, pressionam civis a agir contra as forças oficiais.
A Colômbia enfrenta dificuldades para garantir segurança em regiões antes controladas pelas Farc, que assinaram acordo de paz em 2016. Quadrilhas ligadas ao narcotráfico e facções dissidentes disputam esses territórios.

Imagem: EPA EFE
Escalada de violência
O sequestro amplia a tensão no país, já marcado por recentes ataques mortais. Em 11 de agosto, o senador Miguel Uribe, pré-candidato do partido Centro Democrático às eleições de 2026, morreu em Bogotá dois meses após ser alvo de atentado. Investigadores apuram a participação do grupo Segunda Marquetalia, dissidência das Farc.
Na quinta-feira (21), ao menos 20 pessoas foram mortas em dois atentados em diferentes pontos do território colombiano. No dia seguinte, o prefeito de Cali, Alejandro Éder, confirmou sete mortos e mais de 70 feridos na explosão de um caminhão-bomba próximo à Escola Militar de Aviação Marco Fidel Suárez. Outro veículo carregado de explosivos foi encontrado intacto na mesma avenida.
Com informações de Gazeta do Povo