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Flávio Bolsonaro acusa perseguição a direitistas e pede à Itália que não extradite Carla Zambelli

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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) declarou, neste domingo, 21 de setembro de 2025, que políticos brasileiros de direita sofrem perseguição no Brasil e também em território italiano. A fala ocorreu em Milão, durante um encontro promovido pela Liga, partido do vice-primeiro-ministro da Itália, Matteo Salvini.

Logo após cumprimentar o público em italiano, Flávio afirmou que, “com a esquerda no poder, o Brasil perdeu sua soberania”, citando a China como principal beneficiária. “A China está comprando o Brasil, de minerais a terras férteis. Mas nós da direita vamos lutar para que a nossa bandeira verde-amarela nunca se torne vermelha”, declarou, com tradução simultânea.

Críticas ao Judiciário brasileiro

Sem mencionar nomes, o senador atacou a mais alta corte brasileira. Disse que “um ministro da nossa corte de cassação persegue toda a direita” e recordou que esse magistrado foi alvo de sanções da Lei Magnitsky impostas em 2020 pelo então presidente norte-americano Donald Trump. Flávio também citou episódio em que o magistrado discutiu com passageiros no aeroporto de Roma e depois relatou processo relacionado ao caso.

Apelo contra extradição de Zambelli

Flávio pediu às autoridades italianas que não entreguem Carla Zambelli (PL-SP), presa em Roma desde 29 de julho, nem Eduardo Tagliaferro, ex-assessor do Tribunal Superior Eleitoral. “Eles vieram para a Itália por acreditar que aqui estariam mais seguros. Peço que não mandem Carla de volta ao Brasil, onde pode morrer injustamente”, afirmou.

Rejeição ao rótulo de “extrema direita”

O parlamentar criticou veículos de imprensa que classificam seu grupo como extremista. “Parem de nos chamar de extremistas; isso alimenta o ódio contra nós”, disse, relacionando o discurso ao atentado contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, à tentativa contra Donald Trump e à morte do comentarista norte-americano Charlie Kirk.

A comitiva brasileira que participou do evento incluiu ainda os senadores Magno Malta (PL-ES), Eduardo Girão (Novo-CE) e Damares Alves (Republicanos-DF).

Com informações de Gazeta do Povo