Bruxelas – A escalada de tensões com a Rússia levou governos europeus a acelerar investimentos em defesa e a revisar políticas de recrutamento, após décadas de forte dependência da proteção norte-americana.
O movimento é ancorado no plano coletivo “Rearmar a Europa – Prontidão 2030”, avaliado em 800 bilhões de euros (cerca de R$ 5,2 trilhões). O pacote prevê aumento da produção de armas, expansão de sistemas de artilharia, defesa aérea, mísseis, munições e drones.
Esforços individuais
França – O governo de Emmanuel Macron fixou a meta de dobrar os gastos militares para US$ 74,8 bilhões (64 bilhões de euros) na próxima década. Paris também estuda a reintrodução do serviço militar obrigatório, abolido há quase 30 anos, inicialmente em regime voluntário.
Polônia – Sob intensa pressão geopolítica, Varsóvia anunciou despesas com defesa equivalentes a 4,81% do PIB, um dos maiores percentuais da Europa. Em novembro, o país lançou o maior programa da história de treinamento militar para civis, antecipando-se a um possível conflito com Moscou e aliados.
Alemanha – Segundo a Agência Europeia de Defesa, Berlim é hoje o principal financiador da segurança continental, com cerca de 90,6 milhões de euros aplicados no último ano. Neste mês, o Parlamento alemão aprovou a retomada do serviço militar obrigatório; a partir de 2026, homens e mulheres a partir de 18 anos receberão formulários para avaliar motivação e aptidão ao Exército.
Meta da Otan
A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) projeta que 31 dos seus 32 membros devem atingir ainda este ano a meta de investir ao menos 2% do PIB em defesa.
As novas iniciativas europeias ganham impulso após reiterados alertas do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que vinha cobrando maiores desembolsos de parceiros da Otan e da União Europeia.
Com a intensificação dos programas nacionais e o plano “Prontidão 2030”, líderes do bloco pretendem elevar a prontidão militar do continente para os próximos anos.
Com informações de Gazeta do Povo