Bruxelas — Autoridades de inteligência europeias investigam se o Irã coordenou pelo menos dez ataques contra alvos judaicos em diferentes países do continente desde o início da atual guerra envolvendo Estados Unidos e Israel.
Fontes ouvidas pelo jornal The Wall Street Journal sob condição de anonimato afirmaram que agentes iranianos teriam recrutado pessoas pela internet para atacar escolas judaicas, sinagogas e empresas associadas a Israel. Segundo esses investigadores, os recrutadores criaram um grupo fictício, chamado “Movimento Islâmico dos Companheiros Justos”, para reivindicar as ações e dificultar o rastreamento da ligação com Teerã.
Os serviços de inteligência europeus relatam que o suposto grupo não era conhecido até este mês. Desde então, mais de dez incidentes estão sob análise em diferentes nações do bloco.
Na quarta-feira (25), a polícia britânica informou a prisão de dois homens suspeitos de envolvimento no ataque a ambulâncias utilizadas pela comunidade judaica no norte de Londres, ocorrido no início da semana. A investigação britânica é tratada como parte do mesmo inquérito mais amplo sobre atos antissemitas possivelmente patrocinados pelo Irã.
De acordo com analistas de contraterrorismo, os ataques foram amplamente divulgados em canais de comunicação alinhados ao regime iraniano e, em pelo menos um caso, houve anúncio prévio da ação. Em 16 de março, o grupo que assumiu a maioria dos atentados emitiu alerta pedindo que civis na Europa se afastassem “imediatamente de todos os interesses americanos e sionistas”.
Os inquéritos permanecem em andamento e incluem a cooperação de várias agências de segurança nacionais e internacionais.
Com informações de Gazeta do Povo