O governo dos Estados Unidos anunciou na quinta-feira, 21 de agosto, que todos os 55 milhões de vistos atualmente válidos passarão a ser submetidos a um processo de verificação permanente. A medida, divulgada pelo Departamento de Estado, alcança portadores de qualquer categoria de visto – turistas, estudantes ou trabalhadores – inclusive aqueles que já se encontram em território norte-americano.
Como funcionará a nova checagem
A partir de agora, a fiscalização não se limitará ao momento da concessão. Autoridades norte-americanas monitorarão de forma contínua redes sociais, registros criminais, histórico migratório e eventuais vínculos dos titulares com atividades consideradas terroristas ou hostis aos EUA.
Um porta-voz da diplomacia norte-americana informou que o visto poderá ser revogado a qualquer sinal de “potencial inelegibilidade”, conceito que abrange estadia além do prazo autorizado, envolvimento em crimes, ameaças à segurança pública, ou apoio a grupos terroristas.
Motivos que podem levar ao cancelamento
Entre as condutas listadas pelo governo estão:
- permanecer no país além do período permitido;
- praticar crimes dentro ou fora dos EUA;
- representar risco à segurança pública;
- apoiar organizações terroristas ou adotar postura considerada antiamericana.
Impacto sobre estudantes
Desde janeiro, mais de 6 mil vistos de estudantes foram anulados; cerca de 4 mil deles por violações de leis que incluem casos de agressão ou direção sob efeito de álcool ou drogas. Em escala menor, houve cancelamentos relacionados a apoio a grupos como o Hamas.

Imagem: Remko de Waal via gazetadopovo.com.br
Além disso, candidatos ao visto estudantil passaram a ter de fornecer acesso a perfis de redes sociais durante a entrevista consular, permitindo que diplomatas revisem publicações antes de autorizar a entrada.
Objetivo da iniciativa
Segundo a Casa Branca, a decisão integra o esforço para reforçar a segurança nacional e impedir que benefícios migratórios sejam concedidos a pessoas que “desprezam o país” ou promovem ideologias contrárias aos EUA. A nova etapa se soma a outras ações adotadas no segundo mandato do presidente Donald Trump, voltadas a coibir abusos no sistema migratório e proteger cidadãos norte-americanos.
Com informações de Gazeta do Povo