Washington (13.nov.2025) – Os Estados Unidos oficializaram nesta quinta-feira (13) a entrada da Síria na coalizão internacional que combate o terrorismo no Oriente Médio. O anúncio foi feito pelo enviado especial norte-americano para Beirute, Tom Barrack, três dias após o presidente Donald Trump ter recebido o presidente interino sírio, Ahmed Al-Sharaa, na Casa Branca.
Em publicação na rede social X, Barrack afirmou que “Damasco agora nos ajudará ativamente a confrontar e desmantelar os remanescentes do Estado Islâmico (ISIS), da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC), do Hamas, do Hezbollah e de outras redes terroristas”.
A visita de Sharaa a Washington, ocorrida em 11 de novembro, foi a primeira de um chefe de Estado sírio à Casa Branca desde a independência do país, em 1946. Durante entrevista coletiva, Trump elogiou o convidado, descrevendo-o como “um homem forte” e afirmando ter “plena confiança em sua liderança”.
Papel da Síria na nova estratégia
Segundo Barrack, o governo sírio assumirá posição de destaque no enfrentamento ao IRGC, ao Hamas e ao Hezbollah — grupos que, no passado, apoiaram o ex-ditador Bashar al-Assad, deposto em dezembro do ano passado por uma coalizão rebelde liderada por Sharaa.
Sharaa, que chegou a ser detido por forças americanas no Iraque em 2005 por ligações com a Al Qaeda, busca consolidar a normalização das relações com Washington. Após suspender parte das sanções econômicas, a administração Trump discute agora a revogação definitiva das restrições que ainda dificultam investimentos estrangeiros e a reconstrução da Síria.
A inclusão de Damasco na coalizão liderada pelos EUA simboliza uma mudança substancial na política americana para o país, marcando o início de uma nova fase diplomática e militar na região.
Com informações de Gazeta do Povo