O governo dos Estados Unidos, liderado pelo presidente Donald Trump, anunciou nesta quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026, novas sanções contra cinco altos funcionários da administração de Daniel Ortega na Nicarágua.
De acordo com o Departamento de Estado, os alvos das medidas estariam envolvidos em repressão interna e em ações que estimulam a instabilidade regional. Foram sancionados:
- Johana Flores – ministra do Trabalho;
- Denis Membreno – diretor da Unidade de Análise Financeira;
- Aldo Sáenz – subdiretor da mesma unidade;
- Celia Reyes – subdiretora do Instituto Nicaraguense de Telecomunicações e Correios;
- Leonel Gutiérrez – chefe da Direção de Inteligência Militar.
Em comunicado assinado pelo primeiro porta-voz adjunto do Departamento de Estado, Thomas “Tommy” Pigott, Washington afirmou que a iniciativa busca responsabilizar o ditador Daniel Ortega, a vice-presidente Rosario Murillo e a estrutura que mantém o regime.
Segundo o texto, desde 2018 o governo nicaraguense reprime protestos, prende opositores e persegue setores da sociedade civil, incluindo a Igreja Católica e a imprensa independente. As autoridades agora sancionadas comandariam órgãos estatais encarregados de monitoramento, controle das telecomunicações e segurança, usados para vigiar e silenciar críticos.
As penalidades foram impostas com base nos decretos executivos 13851 e 14088, que autorizam ações contra pessoas envolvidas em violações de direitos humanos ou corrupção na Nicarágua.
A decisão ocorre poucos dias depois de os EUA restringirem o visto de Roberto Clemente Guevara Gómez, diretor da prisão La Modelo, acusado de abusos contra detentos. No mesmo comunicado, Washington voltou a exigir a libertação imediata e incondicional de todos os presos políticos do país; a embaixada norte-americana em Manágua calcula que mais de 60 pessoas permanecem detidas ou desaparecidas.
Com informações de Gazeta do Povo