Nova York – O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, anunciou nesta sexta-feira (29) que o governo americano deixará de conceder e irá revogar vistos de integrantes da Organização para a Libertação da Palestina (OLP) e da Autoridade Palestina (AP) antes da próxima Assembleia Geral da ONU, marcada para o fim de setembro.
Em comunicado, Rubio declarou que age “de acordo com a lei americana” e que é “de interesse nacional pedir contas à OLP e à AP por não cumprir seus compromissos e minar os esforços de paz”.
O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, pretendia viajar a Nova York para discursar na sessão anual da Assembleia Geral, segundo informou o embaixador palestino na ONU, Riyad Mansour. Questionado sobre o impacto da decisão de Washington, Mansour respondeu: “Vamos ver exatamente o que isso significa e como se aplica à nossa delegação”.
Um porta-voz do Departamento de Estado explicou à Agência EFE que a missão diplomática permanente chefiada por Mansour seguirá operando, amparada pelo acordo de sede da ONU, mas não comentou a situação do presidente Abbas.
A medida surge no momento em que França, Reino Unido, Austrália e Canadá sinalizam disposição para reconhecer o Estado palestino.

Imagem: Bruno Sznajderman
Do lado israelense, o ministro das Relações Exteriores, Gideon Saar, agradeceu aos EUA pela decisão. “Obrigado, secretário Rubio, por exigir responsabilidades da OLP e da AP por recompensar o terrorismo, incitar e tentar usar a guerra legal contra Israel”, escreveu Saar na rede social X, estendendo o reconhecimento ao presidente americano, Donald Trump, “pelo apoio contínuo”.
A Assembleia Geral da ONU acontece anualmente em setembro e reúne chefes de Estado e de governo de todo o mundo.
Com informações de Gazeta do Povo