As Forças Armadas dos Estados Unidos iniciaram a redução da frota mantida no Caribe há cerca de quatro meses e deslocaram dois navios de transporte anfíbio para águas ao norte de Cuba, informou o jornal The New York Times. A movimentação ocorre dias depois da operação que prendeu o líder venezuelano Nicolás Maduro, em 3 de janeiro.
Segundo autoridades norte-americanas citadas pelo veículo, mas não identificadas, o USS Iwo Jima e o USS San Antonio deixaram o Mar do Caribe e seguiram para o Oceano Atlântico, nas proximidades da costa cubana. Com o remanejamento, o número de militares dos EUA na região cai em cerca de 3 mil, totalizando aproximadamente 12 mil efetivos.
Pelo menos um dos dois navios pode retornar, nas próximas semanas, ao porto-base de Norfolk, na Virgínia, acrescentou uma das fontes.
Operação antinarcóticos
Desde o fim de agosto de 2025, Washington conduz uma operação contra o narcotráfico no Caribe e no Pacífico, empregando caças, contratorpedeiros, navios anfíbios e o porta-aviões USS Gerald Ford. Até o momento, foram registrados 35 ataques a 36 embarcações supostamente ligadas ao tráfico de drogas, resultando em pelo menos 115 mortes.
Captura de Maduro
No último fim de semana, tropas norte-americanas detiveram Maduro e sua esposa, Cilia Flores, que agora aguardam julgamento por acusações de narcotráfico em um tribunal federal de Nova York. O governo chavista alega que a ofensiva deixou cem mortos, incluindo civis.
Cuba no radar
Em relação a Cuba, o presidente Donald Trump afirmou que não planeja intervir na ilha, argumentando que o regime comunista aliado de Caracas estaria “próximo do colapso”. Já o secretário de Estado, Marco Rubio, declarou à NBC que nenhuma possibilidade está descartada. “Não somos grandes fãs do regime cubano, que, aliás, apoiou Maduro”, afirmou.
Após detalhar a captura do líder venezuelano, Rubio comentou: “Se eu morasse em Havana e fizesse parte do governo, estaria pelo menos um pouco preocupado”.
Em resposta, o chanceler cubano, Bruno Rodríguez, disse nas redes sociais que Havana não cederá a “ameaça e chantagem” e defenderá seu direito de decidir o próprio destino.
Com informações de Gazeta do Povo