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EUA podem enquadrar PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas

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O governo dos Estados Unidos, liderado pelo presidente Donald Trump, avalia incluir as facções brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) na lista de Organizações Terroristas Estrangeiras (FTO, na sigla em inglês). A possibilidade, confirmada por autoridades americanas e diplomatas envolvidos nas discussões, ganhou força nas últimas semanas e pode ser oficializada nos próximos dias, segundo apuração do portal UOL.

Washington considera que ambos os grupos representam uma ameaça significativa à segurança regional, principalmente pelo envolvimento com tráfico de drogas, violência e crimes transnacionais. “Os Estados Unidos veem as organizações criminosas do Brasil, incluindo o PCC e o Comando Vermelho, como ameaças relevantes para a segurança regional”, afirmou um porta-voz do Departamento de Estado à Gazeta do Povo, em 10 de março de 2026.

Sanções financeiras e restrição de vistos

Se confirmada, a classificação permitirá ao governo norte-americano congelar ativos nos EUA, bloquear o acesso dessas facções ao sistema financeiro internacional, impor sanções e restringir a emissão de vistos para integrantes e colaboradores. A medida faz parte da estratégia de segurança da Casa Branca para o hemisfério ocidental e tem sido debatida em reuniões sobre o combate ao narcotráfico nas Américas.

Preocupação em Brasília

Nos bastidores, o Itamaraty tenta impedir o enquadramento. Diplomatas brasileiros relatam que representantes dos EUA estiveram no país no ano passado para coletar informações sobre o funcionamento das facções, mas sem abrir espaço para que o governo brasileiro apresentasse contrapontos. O chanceler Mauro Vieira levou o tema diretamente a Washington, em conversa com o secretário de Estado Marco Rubio, expressando preocupação com eventuais repercussões da medida.

Fontes do Ministério das Relações Exteriores temem que a rotulagem de PCC e CV como terroristas abra caminho para ações mais duras dos EUA na região, ampliando a pressão sobre o Brasil em temas de segurança e cooperação policial.

Com informações de Gazeta do Povo