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EUA avaliam instalar bases permanentes da CIA na Venezuela após captura de Maduro, dizem fontes

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Os Estados Unidos estudam manter presença militar e de inteligência permanente na Venezuela depois da prisão do ex-presidente Nicolás Maduro, realizada em 3 de janeiro de 2026, segundo fontes familiarizadas com o assunto ouvidas pela CNN nesta terça-feira (27).

A iniciativa está sendo coordenada pela Agência Central de Inteligência (CIA) em conjunto com o Departamento de Estado. O objetivo é garantir estabilidade durante a transição política e facilitar a restauração de relações diplomáticas entre Washington e Caracas, de acordo com as mesmas fontes.

Base operacional antes da embaixada

No curto prazo, integrantes do governo norte-americano podem atuar a partir de uma instalação da CIA em solo venezuelano. Esse ponto de apoio seria criado antes da reabertura oficial de uma embaixada e permitiria contatos informais com diferentes grupos do regime, líderes da oposição e outros atores considerados potencialmente ameaçadores.

“A construção de um anexo é prioridade máxima. Ele serviria para estabelecer canais de ligação com a inteligência venezuelana, possibilitando conversas que diplomatas não poderiam manter”, afirmou um ex-funcionário do governo dos EUA à emissora.

Encontro com a liderança interina

Dias após a detenção de Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, o diretor da CIA, John Ratcliffe, reuniu-se em Caracas com a presidente interina, Delcy Rodríguez. Durante o encontro, Ratcliffe discutiu oportunidades de cooperação econômica e avisou que o país não poderia mais servir de refúgio para adversários dos EUA, “especialmente narcotraficantes”, relataram as fontes.

Vigilância sobre potências externas

A operação também incluiria monitoramento de influências de Rússia, China e Irã na América Latina, ampliadas nos últimos anos por meio de acordos comerciais e de segurança, indicou a CNN.

A captura de Nicolás Maduro ocorreu em 3 de janeiro, durante ação militar norte-americana. No dia seguinte, ele e Cilia Flores foram levados a Nova York para responder a processo movido pela Procuradoria do Distrito Sul de Nova York.

Com informações de Gazeta do Povo