Estados Unidos e Japão deram início nesta quinta-feira (11) à operação Resolute Dragon, uma série de manobras no Pacífico que emprega sistemas de mísseis capazes de alcançar o território chinês.
De acordo com a emissora CNN, o exercício ocorre em meio à disputa estratégica na região e já foi classificado por Pequim como ameaça significativa à sua segurança.
Armas empregadas
O destaque das manobras é o sistema norte-americano Typhon — também chamado de Capacidade de Alcance Médio —, instalado na base aérea de Iwakuni, no Japão. O equipamento dispara o míssil SM-6, voltado para defesa antiaérea e contra embarcações, e o Tomahawk, com alcance de até 1.600 quilômetros.
Além do Typhon, os militares utilizam o sistema NMESIS, projetado para alvos navais de curta distância, e o míssil japonês Type 12, recentemente modernizado para atingir 900 quilômetros.
Objetivos e localização
Em comunicado, o Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA informou que o conjunto de armas cria “capacidade em camadas” para proteger rotas marítimas, defender pontos estratégicos e projetar poder a partir da costa. Parte dos exercícios ocorre nas ilhas do sudoeste japonês, próximas a Taiwan — território reivindicado pela China.
Imagem: Vincent Thian
Reação de Pequim
Em agosto, o porta-voz da chancelaria chinesa, Guo Jiakun, pediu a suspensão do envio do sistema Typhon, alegando que EUA e Japão deveriam “respeitar as preocupações de segurança de outros países”.
A operação Resolute Dragon segue sem data divulgada para encerramento.
Com informações de Gazeta do Povo