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EUA abrem investigação sobre autorização de eutanásia de espanhola de 25 anos

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Washington (01/04/2026) – O Departamento de Estado dos Estados Unidos solicitou à embaixada norte-americana em Madri que reúna detalhes sobre o processo que levou a espanhola Noelia Castillo, 25 anos, a receber autorização para morrer por eutanásia.

Fontes ligadas à pasta informaram ao jornal “New York Post” que a ordem partiu da administração Donald Trump, chefiada no órgão por Marco Rubio. A principal preocupação é verificar se o governo espanhol garantiu a proteção de pessoas consideradas vulneráveis antes de permitir o procedimento, legal no país desde 2021.

Possíveis falhas no protocolo

De acordo com os funcionários ouvidos sob condição de anonimato, há indícios de que Castillo demonstrou incerteza quanto à decisão, sinais que teriam sido negligenciados. Os investigadores querem saber se a lei espanhola, que prevê suicídio assistido para pacientes em sofrimento insuportável, foi aplicada de forma apropriada a casos não terminais ou ligados a transtornos psiquiátricos.

Histórico do caso

Castillo morava em Sant Pere de Ribes, na Catalunha, e convivia há mais de quatro anos com paraplegia e dor crônica. Segundo a família, as sequelas surgiram após um estupro coletivo e uma tentativa de suicídio que resultou em grave queda. O pedido de eutanásia foi analisado e aprovado pela Comissão de Garantia e Avaliação da Catalunha, órgão independente que valida cada solicitação.

O presidente da Fundação Advogados Cristãos, José María Fernández, afirmou que esperava uma mudança de opinião da jovem até o último momento e classificou o desfecho como “fracasso do sistema”. Já o Tribunal Superior de Justiça da Catalunha confirmou que, durante todo o processo, não se constatou incapacidade de Castillo para tomar decisões.

Resposta de Madri

Em publicação nas redes sociais, a ministra espanhola da Saúde, Mónica García, reagiu às investigações norte-americanas, acusando Washington de “intromissão” e afirmando que a morte ocorreu dentro da legislação vigente. García acrescentou que os EUA deveriam “parar de alimentar a agenda ultra-internacional” e citou problemas de cobertura de saúde no país.

O Departamento de Estado ainda não definiu prazos para concluir a coleta de informações. Caso sejam constatadas irregularidades, o relatório poderá acionar mecanismos de monitoramento de direitos humanos utilizados pela diplomacia norte-americana.

Com informações de Gazeta do Povo