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Washington cria fundo emergencial para bancar serviços essenciais na Venezuela, afirma Marco Rubio

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O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, informou nesta quarta-feira (28) ao Comitê de Relações Exteriores do Senado que a Casa Branca instituiu um mecanismo financeiro para garantir a continuidade de serviços básicos na Venezuela após a captura de Nicolás Maduro.

De acordo com Rubio, o fundo utiliza a receita obtida com a venda, a preço de mercado, do petróleo venezuelano que permanece sob sanção norte-americana. Os recursos, explicou, estão sendo direcionados para o pagamento de policiais, equipes de limpeza urbana e demais despesas cotidianas do governo interino em Caracas.

“Eles enfrentavam uma crise fiscal imediata e precisavam de dinheiro para manter as funções essenciais”, relatou o secretário aos senadores. Ele ressaltou que a estratégia visa, em última instância, conduzir o país a uma “Venezuela amigável, estável, próspera e democrática”, com a realização de eleições livres e justas – processo que, segundo ele, não será concluído em poucas semanas.

Rubio contou que, após a saída de Maduro, a prioridade de Washington foi evitar o risco de guerra civil ou um êxodo em massa rumo à Colômbia. Para isso, foram iniciadas negociações diretas com a chefe de Estado interina, Delcy Rodríguez, a fim de garantir que a arrecadação do petróleo beneficie a população e não o antigo regime.

O plano apresentado pelo Departamento de Estado prevê duas etapas. A primeira, já em andamento, é a estabilização fiscal por meio do novo mecanismo de financiamento. A segunda foca na recuperação econômica e na normalização da indústria petrolífera – setor que possui as maiores reservas comprovadas do mundo. Rubio celebrou a decisão recente do Parlamento venezuelano de revogar diversas restrições ao investimento privado em hidrocarbonetos.

O secretário observou ainda que cerca de 2 mil presos políticos continuam detidos, embora libertações estejam ocorrendo “mais devagar do que o desejado”. Ele advertiu que eleições não serão consideradas legítimas se a oposição não tiver acesso pleno à imprensa e às urnas.

Questionado por senadores, Rubio disse não haver investigação da Agência Antidrogas dos EUA (DEA) contra Delcy Rodríguez, diferentemente do processo que envolve Maduro. Em declaração escrita entregue ao comitê, o secretário mencionou a possibilidade de “uso da força” caso o governo interino deixe de cooperar integralmente com Washington.

A audiência coincidiu com a visita da líder opositora María Corina Machado ao Departamento de Estado. Machado reuniu-se com o presidente Donald Trump duas semanas antes, ocasião em que lhe entregou uma réplica da medalha do Prêmio Nobel da Paz.

Com informações de Gazeta do Povo