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EUA estudam confisco de fortuna de Maduro para financiar reconstrução da Venezuela

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Washington, 4 jan. 2026 – A prisão de Nicolás Maduro em Nova York abriu caminho para que autoridades norte-americanas movimentem um processo de confisco de bens ligados ao líder venezuelano. Investigações apontam que o montante, supostamente fruto de corrupção e narcotráfico, pode superar US$ 60 bilhões.

Tamanho e origem dos valores

Maduro declara oficialmente patrimônio de cerca de US$ 3 milhões. Documentos reunidos por promotores, porém, indicam uma rede de contas em paraísos fiscais e empresas de fachada que ocultaria recursos muito superiores. Apenas em iates, mansões e outros itens de luxo, US$ 700 milhões já foram apreendidos.

Mecanismos legais

Leis norte-americanas que punem corrupção internacional e narcoterrorismo permitem ao governo congelar e tomar posse de ativos que estejam em seu território ou tenham transitado pelo sistema financeiro dos EUA. Como grandes transferências costumam passar por bancos sediados no país, boa parte da fortuna pode ficar sob jurisdição americana.

Destino dos ativos

O plano em discussão prevê que o dinheiro confiscado seja destinado a programas de ajuda humanitária e à reconstrução da infraestrutura da Venezuela. Contudo, projetos de lei que criariam um fundo específico ainda aguardam votação no Congresso dos EUA, o que torna o cronograma incerto.

Desafios para recuperar todos os bens

Grande parcela do patrimônio está distribuída em múltiplas nações com rígidas regras de sigilo bancário. Para reaver os valores, será necessária extensa cooperação internacional e provas que liguem cada ativo a Maduro ou a seus intermediários, um processo que pode levar décadas.

Precedentes

Casos anteriores, como os de Saddam Hussein no Iraque e Muamar Kadafi na Líbia, resultaram em confisco parcial de fortunas, mas a recuperação integral nunca foi atingida. O mesmo ocorreu com Manuel Noriega, do Panamá, cujo processo se estendeu por anos sem rastrear todos os recursos.

O futuro dos bilhões atribuídos a Nicolás Maduro dependerá da agilidade da Justiça norte-americana, do avanço legislativo em Washington e da colaboração de outros países na identificação dos ativos.

Com informações de Gazeta do Povo