Washington, 1º de abril de 2026 — O Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) divulgou novo relatório da investigação comercial aberta no ano passado contra o Brasil, apontando o que considera práticas desleais em três frentes principais: tarifas de importação, o sistema de pagamentos instantâneos Pix e a venda de produtos falsificados na Rua 25 de Março, em São Paulo.
Tarifas imprevisíveis
Segundo o documento, as taxas de importação brasileiras são “relativamente altas” em setores como automóveis, peças automotivas, eletrônicos, aço e vestuário. O USTR afirma que as alíquotas consolidadas são “frequentemente muito superiores” às efetivamente aplicadas e que o governo brasileiro costuma alterá-las dentro das margens permitidas pelo Mercosul, gerando “incerteza significativa” para exportadores dos Estados Unidos.
Críticas ao Pix
O relatório também questiona a estrutura do Pix. Para os norte-americanos, o fato de o Banco Central do Brasil criar, operar e regular o sistema representa obstáculo à concorrência. “Partes interessadas dos EUA manifestaram preocupação de que o Banco Central conceda tratamento preferencial ao Pix”, registra o texto.
Pirataria na 25 de Março
A Casa Branca voltou a citar a pirataria como problema recorrente, destacando a Rua 25 de Março, conhecida centro de comércio popular paulistano. O Brasil, lembra o USTR, permanece na Lista de Observação do Relatório Especial 301 de 2025 devido à “ausência de penalidades dissuasivas” e aos “altos níveis de falsificação e pirataria online e em mercados físicos”.
Além do Brasil, o relatório menciona outras nações alvo de investigações similares. Em 13 de março, o USTR já havia anunciado um novo inquérito envolvendo dezenas de países.
A investigação contra o Brasil foi aberta em 2025 por determinação do então presidente Donald Trump e segue em curso.
Com informações de Gazeta do Povo