Washington, 23 jan. 2026 – O governo dos Estados Unidos oficializou na quinta-feira (22) sua retirada da Organização Mundial da Saúde (OMS), efetivando a ordem executiva assinada pelo presidente Donald Trump em 20 de janeiro de 2025, dia de seu retorno à Casa Branca.
A decisão encerra a participação norte-americana na agência da ONU fundada em 1948. De acordo com funcionários do Departamento de Saúde, Washington não pretende quitar as contribuições relativas ao biênio 2024-2025, estimadas entre US$ 260 milhões e US$ 280 milhões.
Críticas à gestão da OMS
Na ordem executiva, Trump voltou a acusar a organização de má gestão durante a pandemia de Covid-19, falta de reformas internas e “influência política indevida” de alguns Estados-membros, citando diretamente a China.
Um representante do governo lembrou que, em determinados anos, os EUA chegaram a responder por 25% do orçamento da entidade. “Pagávamos, confiávamos e a OMS falhou em assumir responsabilidade pelos seus erros”, afirmou.
Sem obrigação de quitação
Outro funcionário ressaltou que a resolução conjunta do Congresso que autorizou a adesão dos EUA à OMS, em 1948, já reservava o direito de saída sem condicioná-la ao pagamento de cotas pendentes.
Parcerias bilaterais mantidas
Apesar da ruptura com a agência multilateral, autoridades garantem que o país continuará cooperando diretamente com ministérios da Saúde de outras nações “de forma mutuamente benéfica e respeitosa da soberania” de cada parceiro.
A OMS permanece sem nunca ter tido um diretor-geral norte-americano desde sua criação.
Com informações de Gazeta do Povo