O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos incluiu, nesta quarta-feira (31), quatro empresas de transporte marítimo e quatro navios petroleiros em sua lista de sanções, elevando a pressão econômica sobre o governo de Nicolás Maduro na Venezuela.
De acordo com a Ofac, órgão do Tesouro responsável pelo controle de ativos estrangeiros, foram bloqueados os navios Nord Star, Rosalind, Della e Valiante. As embarcações pertencem ao que Washington chama de “frota fantasma” — barcos antigos, com registros opacos e bandeiras de conveniência, usados para mascarar a origem do petróleo venezuelano e driblar restrições internacionais.
Com a medida, todos os bens e ativos dessas companhias que se encontrem em território norte-americano ficam congelados. Qualquer operação envolvendo as embarcações ou as empresas passa a exigir autorização expressa dos EUA; instituições ou pessoas que descumprirem a ordem ficam sujeitas a sanções secundárias.
Pressão financeira
A Casa Branca afirma que o objetivo é cortar fontes de receita do “regime narcoterrorista de Maduro”, cuja principal base econômica é a exportação de petróleo. O novo pacote complementa punições anunciadas em 11 e 19 de dezembro, que atingiram parentes diretos do líder chavista, como a primeira-dama Cilia Flores e o sobrinho Carlos Erik Malpica Flores.
Ação militar no Caribe
Desde meados de 2025, Washington mantém uma operação militar inédita no sul do Caribe para combater embarcações supostamente usadas pelo narcotráfico. Segundo o Pentágono, cerca de 40 barcos foram destruídos desde setembro, resultando na morte de 110 tripulantes. Somente nesta quinta-feira (1º), outras duas lanchas teriam sido afundadas, deixando cinco mortos.
O governo norte-americano também alega que companhias dos EUA tiveram ativos confiscados na Venezuela. Como resposta, prometeu apreender petroleiros que carreguem petróleo venezuelano sob sanção, medida já aplicada em duas ocasiões.
Na semana do Natal, veículos de imprensa dos EUA atribuíram à CIA um ataque com drone contra um cais supostamente controlado pela facção criminosa Tren de Aragua, no litoral venezuelano. Seria a primeira ação aérea norte-americana em território da Venezuela.
Com informações de Gazeta do Povo