Brasília, 20 jan. 2026 – O Comando Sul dos Estados Unidos (Southcom) informou nesta terça-feira (20) que interceptou o navio-petroleiro Motor Vessel Sagitta nas proximidades da costa da Venezuela. A ação integra a Operação Southern Spear, conduzida pelas Forças Armadas norte-americanas e por agências federais para coibir atividades ilícitas no Caribe.
De acordo com nota divulgada no X (antigo Twitter), a embarcação, já incluída em listas de sanções de Washington, foi apreendida sem resistência por violar a “quarentena” imposta pelo então presidente Donald Trump a navios ligados ao comércio de petróleo venezuelano. O Southcom afirmou que a medida reforça o objetivo de garantir que “o único petróleo que sai da Venezuela o faça de forma coordenada, adequada e legal”.
Navio sob bandeira liberiana
O Sagitta navega sob bandeira da Libéria e é administrado por uma companhia sediada em Hong Kong. O petroleiro já havia sido alvo de sanções dos EUA por envolvimento na exportação de petróleo venezuelano e por conexões com a invasão russa à Ucrânia em 2022.
A operação contou com o apoio da Guarda Costeira dos Estados Unidos e do Departamento de Justiça. Segundo o Southcom, esta é a sétima interceptação de um petroleiro relacionado ao comércio de petróleo da Venezuela registrada no Caribe.
Reação de Caracas
O regime chavista criticou a divulgação de uma montagem nas redes sociais que exibe os mapas da Venezuela, do Canadá e da Groenlândia cobertos pela bandeira norte-americana. A imagem foi compartilhada pelo ex-presidente Donald Trump. Em resposta, autoridades venezuelanas convocaram a população a replicar o mapa oficial do país como forma de contestação.
As Forças Armadas norte-americanas reforçaram que a Operação Southern Spear continuará “enquanto persistirem ameaças à segurança no Hemisfério Ocidental”.
Com informações de Gazeta do Povo