Washington – As Forças Armadas dos Estados Unidos intensificaram, nas últimas horas, os bombardeios contra alvos do Irã na região do Estreito de Ormuz, informou nesta sexta-feira (20) o chefe do Estado-Maior Conjunto, general Dan Caine. A operação tem como objetivo restaurar a livre navegação na principal rota marítima do petróleo mundial, bloqueada por Teerã desde o início da guerra, em 28 de fevereiro.
De acordo com Caine, caças A-10 Warthog e helicópteros Apache conduzem missões de combate no flanco sul do Golfo, destruindo embarcações rápidas, drones e posições militares iranianas usadas para intimidar navios comerciais. O general acrescentou que helicópteros Apache operados por países aliados dos EUA também atuam na interceptação de aeronaves não tripuladas iranianas, sem revelar quais nações participam.
Autoridades do Departamento de Defesa confirmaram que a campanha inclui ataques a bases e baterias de mísseis da Guarda Revolucionária, responsável pela defesa do estreito.
Críticas à Otan
Mais cedo, o presidente Donald Trump criticou, em sua rede social, a recusa de integrantes da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) em apoiar a operação. Para o republicano, os parceiros evitam se envolver apesar do impacto global provocado pelo bloqueio.
Ponto crucial do petróleo
O Estreito de Ormuz é corredor estratégico por onde trafega cerca de 20% do petróleo transportado por via marítima. Em seu ponto mais estreito, tem apenas 40 quilômetros de largura. A interrupção da passagem fez o barril ultrapassar a marca de US$ 100, pressionando economias em todo o mundo.
Ref ref ref ref ref
Nesta semana, o Pentágono enviou mais 2 mil fuzileiros navais ao Oriente Médio. Segundo o diário The Wall Street Journal, os militares poderão ocupar ilhas próximas à costa iraniana ou garantir a segurança da navegação quando a rota for reaberta.
Com informações de Gazeta do Povo