ONU, 20 de agosto de 2025 – O grupo extremista Estado Islâmico (EI) passou a empregar ferramentas de inteligência artificial (IA) para atrair novos combatentes, arrecadar recursos e disseminar propaganda, afirmou nesta quarta-feira (20) Natalia Gherman, chefe da Direção Executiva contra o Terrorismo (DECT), órgão operacional do Comitê contra o Terrorismo das Nações Unidas.
Segundo Gherman, o uso de IA e de redes sociais pelo EI exige “respostas inovadoras” dos Estados. Ela ressaltou que a mesma tecnologia pode ser aplicada por governos para detectar, prevenir e interromper atividades terroristas.
Relatório do Índice Global de Terrorismo 2025, produzido pelo Instituto para a Economia e a Paz (IEP) da Austrália, aponta que o Estado Islâmico expandiu sua presença para 22 países em 2024. No mesmo período, o grupo foi responsável por 1.805 mortes, mantendo-se como a organização jihadista mais letal do mundo. De todo o seu impacto letal, 71% ocorreu na Síria e na República Democrática do Congo.
Além desses dois focos, o EI continua ativo em nações como Líbia, Iraque e Somália. A DECT se comprometeu a apoiar qualquer Estado-membro que solicite ajuda, incluindo suporte técnico para combater o uso de drones, criptomoedas e sistemas de blockchain que dificultam o rastreamento de recursos financeiros destinados ao grupo.
O alto representante do Escritório de Combate ao Terrorismo da ONU (UNOCT), Vladimir Voronkov, acrescentou que organizações terroristas têm testado cada vez mais a IA para impulsionar propaganda, além de utilizarem plataformas de mensagens criptografadas para proteger comunicações internas.

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“A ameaça permanece volátil e complexa; o EI e seus afiliados continuam se adaptando e mostrando resiliência apesar dos esforços antiterroristas”, declarou Voronkov.
Com informações de Gazeta do Povo