Noelia Castillo, 25 anos, morreu nesta quinta-feira, 26 de março de 2026, por suicídio assistido autorizado pela Justiça espanhola, apesar da oposição da família.
Decisão respaldada por comissão independente
A jovem, que vivia com paraplegia e dores crônicas havia mais de quatro anos, obteve aval de uma comissão independente que concluiu que seu sofrimento físico e psicológico era grave e irreversível, atendendo aos critérios da legislação espanhola sobre eutanásia.
Batalha familiar nos tribunais
O pai de Castillo, representado pela organização Advogados Cristãos, recorreu a diversas instâncias para barrar o procedimento. Os pedidos passaram pelo Tribunal Superior de Justiça da Catalunha, Supremo Tribunal, Tribunal Constitucional e chegaram ao Tribunal Europeu dos Direitos Humanos, todos sem sucesso.
Histórico do caso
O caso tornou-se público em 2 de agosto de 2024, data originalmente marcada para a eutanásia após aprovação da Comissão Catalã de Garantia e Avaliação (CGAC). Um juiz suspendeu o ato na última hora, iniciando a disputa que se estenderia por quase dois anos.
Castillo sofreu um estupro coletivo e, posteriormente, uma tentativa de suicídio que resultou em queda e sequelas graves, inclusive a paraplegia. Segundo sua defesa, as consequências físicas e psicológicas desses episódios provocavam dor permanente.
Procedimento e protestos
A eutanásia foi realizada na Residência Hospitalar Sant Camil, em Sant Pere de Ribes, Catalunha. Do lado de fora, manifestantes contrários à prática protestaram durante todo o dia.
Com o procedimento, Noelia Castillo tornou-se a pessoa mais jovem na Espanha a recorrer legalmente à eutanásia e a sexta paciente psiquiátrica da Catalunha a receber morte assistida.
Com informações de Gazeta do Povo