Quito – O presidente do Equador, Daniel Noboa, informou nesta quarta-feira (21) que todas as importações provenientes da Colômbia passarão a pagar tarifa de 30% a partir de 1º de fevereiro. Segundo o chefe de Estado, a medida é resposta à “falta de reciprocidade” de Bogotá no combate ao narcotráfico na fronteira comum.
Em comunicado divulgado na rede social X, Noboa declarou que o Equador carrega um déficit comercial anual superior a US$ 1 bilhão com o vizinho, enquanto as Forças Armadas equatorianas enfrentam sozinhas grupos ligados ao tráfico de drogas. “Enquanto insistimos no diálogo, nossos militares continuam enfrentando o narcotráfico na fronteira sem cooperação alguma”, escreveu.
O governo equatoriano condicionou a suspensão da tarifa a um “compromisso real” da Colômbia para atuar conjuntamente contra o narcotráfico e o garimpo ilegal nas áreas limítrofes, com o mesmo grau de empenho que afirma ter adotado.
Operações recentes na fronteira
Dados oficiais apontam que apreensões de entorpecentes de origem colombiana são frequentes. Em 6 de janeiro, o Exército do Equador confiscou 2,2 toneladas de drogas na província amazônica de Sucumbíos. Autoridades suspeitam que a carga pertencia aos Comandos de la Frontera, dissidência das extintas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).
Esse mesmo grupo é responsabilizado pelo ataque que resultou na morte de 11 militares equatorianos em 9 de maio do ano passado, durante operação contra garimpo ilegal na Amazônia.
A tarifa permanecerá em vigor até que haja, segundo o governo equatoriano, ações concretas de Bogotá na repressão a organizações criminosas que atuam nos dois lados da fronteira.
Com informações de Gazeta do Povo