O governo do Equador deu início neste domingo (16/03/2026) a uma megaoperação de segurança que envolve 75 mil policiais e militares para combater o crime organizado em quatro províncias. A ação, que conta com apoio dos Estados Unidos, marca o primeiro passo de uma aliança internacional de 17 países contra o narcotráfico lançada este mês pelo presidente norte-americano Donald Trump.
Segundo o ministro do Interior equatoriano, John Reimberg, foi decretado toque de recolher noturno de 15 dias nas áreas afetadas, e as forças de segurança receberam autorização para exercer “uso necessário e progressivo da força” contra grupos criminosos e suas fontes de financiamento.
O comandante da Polícia Nacional, general Pablo Dávila, informou que todas as unidades especializadas e de investigação participam da ofensiva, que utiliza drones, helicópteros e veículos blindados. Ele acrescentou que a operação representa uma nova fase da “guerra contra o narcoterrorismo” declarada em 2024 pelo presidente Daniel Noboa, agora com “cooperação internacional”.
A colaboração com Washington já havia se materializado na semana passada, quando militares dos dois países bombardearam e destruíram um campo de treinamento dos Comandos de Fronteira, facção dissidente das extintas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC).
O governo proibiu a presença da imprensa durante as ações. A escalada acontece após o Equador registrar 9.235 homicídios em 2025, o maior número de sua história.
Nos Estados Unidos, o secretário de Guerra, Pete Hegseth, reiterou recentemente que o país está disposto a lançar ofensivas contra grupos criminosos na América Latina e estuda classificar facções brasileiras como organizações terroristas internacionais.
Com informações de Gazeta do Povo