Diplomatas dos Estados Unidos e da Ucrânia reuniram-se neste domingo, 30 de novembro, em Hallandale Beach, no sul da Flórida, para avançar nas tratativas de um cessar-fogo que encerre a guerra iniciada pela invasão russa.
O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, conduziu a delegação dos EUA, que também contou com o enviado especial da Casa Branca, Steve Witkoff, e o assessor presidencial Jared Kushner. Do lado ucraniano, estiveram presentes o secretário do Conselho de Segurança e Defesa Nacional, Rustem Umerov, e o primeiro vice-ministro das Relações Exteriores, Sergiy Kyslytsya.
Garantias de segurança e reconstrução
Rubio afirmou que Washington deseja “o fim da morte e do sofrimento” e que qualquer entendimento deve assegurar a soberania e a independência da Ucrânia. Ele ressaltou que o potencial econômico do país só poderá ser desenvolvido após o término dos combates.
Umerov agradeceu o apoio norte-americano nas negociações e disse acreditar em uma “reunião produtiva” que permita consolidar os avanços dos últimos dez meses. Segundo o representante ucraniano, a pauta inclui um quadro de segurança futura, prevenção de novas agressões, prosperidade econômica e reconstrução.
Etapas do processo
O encontro na Flórida ocorre uma semana depois de conversas em Genebra. Nessas tratativas, um plano original de 28 pontos elaborado pela Casa Branca — sem participação de Kiev — foi reduzido para uma proposta de 19 pontos, mais alinhada aos interesses ucranianos e europeus.
Em paralelo, a Rússia intensificou ataques contra infraestrutura energética da Ucrânia, enquanto Kiev atingiu refinarias russas e embarcações associadas à chamada “frota sombra” no mar Negro.
Próximos passos
Witkoff deve viajar a Moscou na próxima semana para apresentar o progresso das discussões ao presidente Vladimir Putin; Kushner poderá acompanhá-lo. Autoridades dos EUA afirmam que restam poucos pontos de divergência antes da conclusão de um acordo preliminar.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, que chegou aos Estados Unidos no sábado, manifestou interesse em encontrar-se diretamente com o presidente Donald Trump. Trump, entretanto, condicionou a reunião à existência de uma proposta concreta sobre a mesa.
Com informações de Gazeta do Povo