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Tribunal escocês reconhece assédio contra enfermeira que recusou dividir vestiário com médico trans

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Edimburgo – O Tribunal Trabalhista da Escócia concedeu vitória parcial à enfermeira Sandie Peggie, suspensa em 2024 após se recusar a compartilhar o vestiário feminino com o médico transgênero Beth Upton em um hospital administrado pelo Fife Health Board, parte do Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido (NHS).

Na sentença divulgada nesta terça-feira (9), os juízes concluíram que Peggie foi vítima de assédio institucional. A corte apontou quatro falhas cometidas pelo NHS, entre elas o “tempo irracional” gasto na investigação interna e a orientação para que a profissional não comentasse o caso.

O tribunal considerou assediadora a acusação de que a enfermeira teria colocado pacientes em risco ao questionar o uso do vestiário. Ao mesmo tempo, rejeitou as alegações de discriminação e vitimização apresentadas por Peggie, além de absolver Upton de qualquer irregularidade.

Segundo a decisão, o conselho de saúde cometeu erros processuais graves, mas não foi responsabilizado por outras queixas apresentadas pela autora.

Após o veredicto, Peggie declarou estar “aliviada e encantada” com o reconhecimento do assédio: “Os últimos dois anos foram agonizantes para mim e minha família. Terei mais a dizer depois de analisar o julgamento com minha equipe jurídica”, afirmou.

O valor de uma possível indenização ainda será definido em fase posterior do processo.

Com informações de Gazeta do Povo