Abuja – Cerca de 170 pessoas foram assassinadas nesta semana durante ataques a duas comunidades rurais do estado de Kwara, na região centro-oeste da Nigéria. Segundo a agência Reuters, os agressores atraíram moradores com o anúncio de uma atividade religiosa, abriram fogo contra a multidão e ainda sequestraram mulheres e crianças.
Emboscada em Woro e Nuku
Os ataques ocorreram nas vilas de Woro e Nuku, no distrito de Kaiama. Testemunhas contaram que, depois de convocar os moradores para uma suposta pregação, os terroristas executaram homens adultos no local. Mulheres e menores foram baleados ou levados como reféns. Entre as vítimas há cristãos e muçulmanos.
Ligação com facção do Boko Haram
O chefe distrital de Woro afirmou à imprensa local que os responsáveis pertencem a uma facção jihadista associada ao Boko Haram. Ele relatou que um pedido de socorro foi feito assim que o ataque começou, mas o apoio militar chegou aproximadamente dez horas depois, quando os criminosos já haviam fugido.
De acordo com o líder comunitário, o grupo extremista havia enviado, semanas antes, uma carta à população para anunciar a intenção de “doutrinar” os moradores com uma versão radical do islamismo. A correspondência foi repassada às autoridades, que agora investigam se o massacre foi motivado por represália.
Reação do governo federal
Em publicação na rede social X, o presidente nigeriano Bola Tinubu condenou o ataque e determinou o envio imediato de um batalhão do Exército para reforçar a segurança na região e proteger comunidades vulneráveis.
O Ministério da Defesa não divulgou, até o momento, o número exato de sequestrados nem a identidade dos agressores, mas confirmou que operações de busca continuam em áreas próximas ao distrito de Kaiama.
Com informações de Gazeta do Povo