Manama (Bahrein) – Dois ataques com drones atribuídos ao Irã atingiram o Bahrein na madrugada desta segunda-feira (9), ferindo 32 civis e provocando a interrupção de uma das principais refinarias do país.
Feridos em Sitra
O primeiro drone atingiu a ilha de Sitra, no leste do território bareinita, por volta da 1h. De acordo com o Ministério da Saúde, 32 pessoas ficaram feridas, quatro delas em estado grave. Entre os atendidos estão crianças e um bebê de dois meses que precisou de cirurgia.
A pasta informou que o sistema de saúde permanece em “alerta máximo” e reforçou a equipe de setores vitais desde o início da ofensiva iraniana.
Incêndio em Al Maameer
Horas depois, um segundo artefato atingiu uma unidade da estatal BAPCO Energies na zona industrial de Al Maameer, também a leste do país. O impacto causou um incêndio que danificou instalações, mas não deixou vítimas, segundo a agência oficial BNA.
Diante do ataque, a petroleira declarou força maior e avisou que poderá descumprir compromissos contratuais no mercado internacional.
Mercado de energia em tensão
Os bombardeios no Golfo vêm pressionando o fornecimento global de petróleo e gás. Na primeira semana de conflito, o barril do Brent subiu cerca de 30% e o gás natural na Europa avançou até 50%.
Além do Bahrein, instalações na Arábia Saudita, Catar e Emirados Árabes Unidos também foram alvo de mísseis e drones lançados por Teerã. No próprio território iraniano, ataques anteriores já haviam paralisado uma planta no campo de South Pars.
Trump minimiza alta
No domingo (8), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, buscou acalmar os mercados após a cotação do petróleo ultrapassar US$ 100. Em publicação na Truth Social, afirmou que os preços “cairão rapidamente” quando “a ameaça nuclear do Irã for destruída”, classificando o custo atual como “um preço muito pequeno a pagar pela segurança e paz dos EUA e do mundo”.
Os ataques desta segunda-feira ocorrem no oitavo dia da guerra que envolve o Irã e países do Golfo, mantendo a região sob forte tensão geopolítica e energética.
Com informações de Gazeta do Povo