São Paulo – O alto dirigente do Hamas Ghazi Hamad declarou, em entrevista exibida pela CNN na noite de quinta-feira (25), que o ataque de 7 de outubro de 2023 em Israel representou um “momento de ouro” para os palestinos.
Duas semanas depois de ter sobrevivido a um bombardeio israelense no Catar, Hamad justificou as pesadas perdas civis registradas na Faixa de Gaza desde então e não apresentou qualquer pedido de desculpas em nome do grupo.
Segundo o integrante do gabinete político do Hamas, a ofensiva desencadeou crescente isolamento internacional de Israel e motivou manifestações na Assembleia Geral da ONU favoráveis ao reconhecimento de um Estado palestino. “Esperamos por esse momento há 77 anos”, disse.
Questionado pela emissora se sente remorso pelo ataque que deixou centenas de mortos em território israelense, o dirigente respondeu que “o preço é muito alto”, mas indagou qual seria a alternativa.
Protestos em Gaza e acusações ao grupo
Durante a entrevista, a CNN exibiu imagens de moradores de Gaza protestando contra o Hamas. Hamad demorou a olhar as cenas e voltou a atribuir o sofrimento da população ao bloqueio e às operações israelenses.
Nos últimos meses, organizações locais relataram casos de moradores torturados ou mortos por militantes do Hamas após criticarem o grupo. Em abril, um palestino de 22 anos foi assassinado depois de participar de um ato que pedia o fim do controle da facção islamista.
Operação israelense e situação dos reféns
Tropas israelenses realizam uma operação em Gaza City, apontada por Tel Aviv como o último grande reduto do Hamas no território. Na semana passada, as Brigadas Al-Qassam divulgaram comunicado afirmando que não se preocupariam com o destino dos reféns enquanto o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu mantiver as ofensivas.
Hamad negou que os sequestrados sejam usados como escudos humanos e afirmou que eles são tratados conforme “princípios islâmicos”.
Com informações de Gazeta do Povo