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Dinamarca e aliados da Otan reforçam presença militar na Groenlândia sob pressão dos EUA

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COPENHAGUE – O governo da Dinamarca decidiu ampliar a presença das suas Forças Armadas na Groenlândia e intensificar exercícios conjuntos com países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). A medida foi confirmada nesta quarta-feira (14) em meio à insistência do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em anexar a ilha ártica.

De acordo com o Ministério da Defesa dinamarquês, foram enviados ao território autônomo novos aviões, navios e efetivos de soldados. O plano inclui ainda o reforço da proteção de instalações consideradas estratégicas.

Militares da Suécia e da Noruega, ambos integrantes da Otan, já começaram a chegar à região para participar da “Operação Resistência Ártica”, informou a agência NTB. O primeiro-ministro sueco, Ulf Kristersson, confirmou a participação dos dois países.

Segundo o ministro da Defesa da Dinamarca, Troels Lund Poulsen, a segurança da Groenlândia “tem significado fundamental para o reino e seus aliados”. O governo de Copenhague pretende investir cerca de 42 bilhões de coroas dinamarquesas (aproximadamente 6 bilhões de euros) em drones, satélites e novas embarcações de vigilância.

Trump justificou o interesse na compra da ilha alegando necessidade de defesa contra a influência de Rússia e China no Ártico. Ao mesmo tempo, líderes locais reiteraram rejeição à proposta de anexação e manifestaram apoio ao reforço militar coordenado pela Otan.

A Groenlândia é território autônomo dentro do Reino da Dinamarca e abriga posição estratégica no extremo norte do Atlântico, motivo pelo qual tem atraído atenção crescente de potências globais.

Com informações de Gazeta do Povo