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Denúncia de ataque à casa de Putin põe em risco novas negociações de paz na Ucrânia

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As conversas para um acordo que encerre a guerra no leste europeu enfrentaram o primeiro abalo nesta segunda-feira (29/12/2025). O Kremlin afirmou que uma das residências oficiais do presidente Vladimir Putin foi alvo de um ataque ucraniano com drones, informação repassada diretamente a Donald Trump em telefonema na manhã de hoje.

A acusação surge menos de 24 horas após o encontro entre Trump e o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, realizado no domingo (28) na Flórida. A reunião de mais de três horas resultou na criação de dois grupos de trabalho — um focado em segurança e outro em questões econômicas — para detalhar um plano de paz de 20 pontos. Segundo os líderes, 95 % do texto já está acertado.

Principais pontos do plano

Elaborado por Kiev em parceria com Washington, o documento reafirma a soberania da Ucrânia, propõe um pacto de não agressão com Moscou e estabelece um sistema internacional de monitoramento. Também prevê garantias de segurança financiadas por Estados Unidos, União Europeia e outros signatários, nos moldes do Artigo 5º da Otan, acionáveis apenas em caso de agressão russa não provocada.

Os impasses restantes concentram-se no futuro do Donbass, parcialmente ocupado por tropas russas, e no controle da região de Zaporizhzhya.

Equipes de negociação

O grupo americano será composto pelo secretário de Estado Marco Rubio, por Jared Kushner, pelo enviado especial Steve Witkoff e pelo general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto. Zelensky espera resultados concretos já em janeiro.

Reações à acusação russa

O governo ucraniano nega envolvimento no suposto ataque e acusa o Kremlin de criar um pretexto para retroceder nos compromissos assumidos. Em mensagem no Telegram, Zelensky chamou a história de “obviamente falsa” e classificou a ação como tentativa de sabotar as tratativas de paz.

Trump confirmou ter sido informado por Putin e disse estar “muito irritado”, embora admita a possibilidade de a alegação não ser verdadeira. O Kremlin, por sua vez, sinalizou que poderá rever ou endurecer sua posição caso o episódio não seja esclarecido.

Os novos grupos de trabalho mantêm a agenda prevista, mas o clima de incerteza paira sobre as próximas rodadas de diálogo, marcadas para o início de 2026.

Com informações de Gazeta do Povo