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Declaração de Trump sobre apoio “limitado” da Otan no Afeganistão gera críticas de aliados

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Um comentário do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que as forças da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) contribuíram pouco para a guerra do Afeganistão (2001-2021) provocou reação imediata de parceiros europeus.

Em entrevista à emissora Fox News na quinta-feira (22 jan 2026), Trump afirmou que, embora alguns países tenham mandado militares para o conflito, esses contingentes teriam permanecido “um pouco afastados da linha de frente”. O republicano voltou a questionar se, em caso de agressão contra os EUA, os demais integrantes da aliança responderiam com a mesma disposição: “Nós os ajudaríamos, mas eles nos ajudariam?”

O Afeganistão foi a única ocasião em que a Otan acionou o Artigo 5º, que considera um ataque a um membro como agressão a todos. Mais de 3,5 mil militares da coalizão morreram no país asiático, sendo cerca de 2,4 mil norte-americanos. Reino Unido, Canadá e França registraram, respectivamente, 457, 158 e 90 baixas.

Reações

O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, classificou as declarações de “dolorosas” para as famílias dos soldados caídos e afirmou que Trump deveria se desculpar. “Se eu tivesse me expressado dessa maneira, certamente pediria perdão”, disse o premiê nesta sexta-feira (23).

Da Polônia, o general da reserva Roman Polko, que serviu no Afeganistão e no Iraque, declarou à agência Reuters que o presidente americano “ultrapassou uma linha vermelha”. “Pagamos com sangue por essa aliança”, ressaltou.

O vice-primeiro-ministro e ministro da Defesa polonês, Wladyslaw Kosiniak-Kamysz, escreveu na rede X que as missões no Afeganistão e no Iraque evidenciam a confiabilidade de seu país. “Estamos dispostos a pagar o preço máximo pela segurança internacional e da Polônia. Esse sacrifício não pode ser minimizado”, afirmou.

Trump tem usado seu ceticismo sobre o compromisso dos aliados como argumento para defender o interesse de Washington na Groenlândia, território autônomo da Dinamarca que, segundo ele, é vital para a defesa dos EUA.

Com informações de Gazeta do Povo