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Danças de Maduro teriam incentivado ataque dos EUA à Venezuela, aponta NYT

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Reportagem publicada pelo The New York Times neste domingo (4) relata que apresentações recentes de Nicolás Maduro, nas quais ele apareceu dançando e cantando na televisão estatal venezuelana, foram interpretadas como zombaria pela equipe do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e contribuíram para a decisão de bombardear Caracas e capturar o líder venezuelano.

Segundo o jornal, após a operação de 3 de janeiro de 2026 que resultou na prisão de Maduro, a Casa Branca definiu que a vice-presidente Delcy Rodríguez assumiria interinamente o Palácio de Miraflores. Duas fontes ouvidas em condição de anonimato afirmaram ao NYT que as frequentes coreografias de Maduro, combinadas a outras demonstrações públicas de indiferença, reforçaram a percepção, entre assessores de Trump, de que o venezuelano acreditava estar diante de um blefe norte-americano.

No fim de dezembro, Maduro teria recusado um ultimato de Washington para deixar o poder e aceitar exílio de luxo na Turquia. Em 31 de dezembro, ele participou de evento oficial dançando ao som de música eletrônica que repetia os slogans “paz, sim” e “não à guerra”, classificando a faixa como “número um da temporada venezuelana”. Do palco, bradou: “Vitória! Para sempre! Chega de guerra louca! Digam ao povo dos Estados Unidos: não queremos guerra no Caribe nem na América do Sul”.

Um dia após os bombardeios a Caracas, a Casa Branca veiculou publicações na rede X com recados diretos a Maduro. Em vídeo compartilhado por Trump na plataforma Truth Social, o então presidente venezuelano aparecia desafiando: “Venham me buscar! Estou esperando vocês aqui, em Miraflores. Não demorem, covardes!”. Na sequência, surgiam imagens da águia símbolo dos EUA e cenas da ofensiva militar que resultou em sua captura.

Outra postagem trazia um meme com Trump sobre a sigla “FAFO” (“fuck around and find out”), acompanhada da legenda “No games”, interpretada como advertência de que provocações trariam consequências.

Com informações de Gazeta do Povo