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Cuba projeta corte de energia recorde, com 63% do território no escuro, após novas sanções dos EUA

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Cuba prevê passar por uma interrupção elétrica de grandes proporções neste sábado (31), quando até 63% do país deverá ficar simultaneamente sem luz durante o horário de pico. Segundo autoridades do setor, será o maior percentual de desligamento registrado desde 2022, ano em que o governo começou a divulgar dados oficiais sobre apagões.

A crise energética, que se arrasta desde meados de 2024, decorre de falhas recorrentes em usinas termoelétricas envelhecidas e da falta de divisas para importar combustíveis. O cenário se agravou após novas pressões de Washington. Depois da captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro em 3 de janeiro, os Estados Unidos intensificaram as ações para bloquear o envio de petróleo bruto da Venezuela à ilha.

No dia 30 de janeiro, o governo Donald Trump anunciou tarifas contra qualquer país que venda ou forneça petróleo ao regime cubano. No Brasil, o PT criticou a medida, classificando-a como “ameaça criminosa” ao governo de Havana.

Especialistas independentes apontam que o sistema elétrico cubano sofre de subfinanciamento crônico desde a estatização completa do setor em 1959. A falta de manutenção constante e a dependência de combustível importado fizeram os blecautes se tornarem parte da rotina nacional nos últimos anos.

Os apagões prolongados têm repercussões diretas na economia local, que encolheu mais de 15% desde 2020, conforme dados oficiais, e alimentam protestos de rua que se repetem periodicamente em diversas cidades da ilha.

Com informações de Gazeta do Povo