Mais de metade de Cuba deve ficar sem eletricidade nesta quarta-feira, 21 de janeiro de 2026. A estatal União Elétrica de Cuba (UNE) calcula que até 62% do território poderá enfrentar cortes simultâneos nos horários de maior consumo.
Para o pico da tarde e da noite, a UNE projeta uma geração de cerca de 1.260 megawatts (MW), contra uma demanda estimada em 3.230 MW. O déficit de quase 2.000 MW repete o pior índice já registrado, observado em dezembro de 2025.
Usinas paradas e falta de combustível
Segundo dados da empresa, oito das 16 termoelétricas do país estão fora de operação por falhas técnicas ou manutenção. Além disso, 101 centrais a diesel permanecem desligadas por falta de combustível, assim como duas usinas flutuantes alugadas. Outros motores estão parados pela escassez de lubrificantes.
Corte no petróleo venezuelano
A crise energética, que se arrasta desde meados de 2024, piorou após a suspensão do envio de petróleo venezuelano, determinada pelos Estados Unidos depois da queda do ex-ditador Nicolás Maduro em 3 de janeiro. O combustível venezuelano era uma das principais fontes de abastecimento para o sistema elétrico cubano.
Justificativas de Havana
O governo cubano atribui os apagões às sanções econômicas impostas por Washington, que, segundo Havana, provocam “asfixia energética”.
Com informações de Gazeta do Povo