O Partido Comunista de Cuba (PCC) confirmou nesta sexta-feira, 13 de março de 2026, que representantes do governo cubano mantiveram conversas recentes com autoridades dos Estados Unidos. A revelação ocorre menos de 24 horas depois de Havana colocar em liberdade 51 prisioneiros, medida negociada com mediação do Vaticano.
No comunicado divulgado nas redes oficiais, o PCC informou que as tratativas foram conduzidas pelo general Raúl Castro, “líder da Revolução”, e pelo presidente Miguel Díaz-Canel, ao lado das principais instâncias do Estado e do governo.
Em mensagem gravada, Díaz-Canel afirmou que o objetivo do diálogo é “buscar, por meio de vias pacíficas, soluções para as diferenças” entre os dois países. O dirigente ressaltou que eventuais acordos “ainda estão distantes” e descreveu o processo como “muito sensível”, destacando o interesse comum de evitar um confronto direto.
O anúncio confirma declarações recentes do presidente dos EUA, Donald Trump, que mencionou contatos em curso com Havana. Até então, o governo cubano vinha negando qualquer negociação.
A aproximação ocorre em meio ao aumento da pressão de Washington, que restringiu o envio de petróleo para a ilha. Cuba produz apenas um terço do combustível necessário para suprir sua demanda interna.
Em janeiro, fontes americanas disseram ao The Wall Street Journal que a Casa Branca procurava interlocutores dentro do regime dispostos a negociar a saída de Díaz-Canel e de seus aliados até o fim deste ano.
A libertação dos 51 detidos, anunciada na quinta-feira (12), não mencionou a pressão exercida pelos Estados Unidos, mas foi apresentada como gesto humanitário dentro das conversas com o Vaticano.
Com informações de Gazeta do Povo