18.dez.2025 – As relações entre Estados Unidos e Venezuela atingiram novo ponto de ebulição depois de troca de acusações sobre extração e bloqueio de petróleo, mobilizando países aliados e aumentando o temor de confronto.
Trump fala em “roubo de petróleo”
O presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a Venezuela “roubou petróleo dos EUA” e declarou que Washington pretende recuperar essa riqueza. Reportagem citada pela Casa Branca aponta o petróleo como elemento central da ofensiva diplomática contra Caracas.
Resposta de Maduro
Em reação, o líder venezuelano, Nicolás Maduro, classificou o bloqueio a petroleiros imposto pelos EUA como “roubo de riquezas” e ampliou a retórica contra o governo americano.
Repercussão regional e global
Aliados de Maduro defenderam Caracas. Cuba chamou o bloqueio de “arbitrário e ilegítimo”, enquanto a Rússia advertiu para “consequências imprevisíveis” se a pressão continuar. O México solicitou que a Organização das Nações Unidas intervenha para evitar um “derramamento de sangue”. Nos Estados Unidos, o apresentador Tucker Carlson especulou que Trump poderia anunciar guerra contra a Venezuela.
Outras frentes da política externa dos EUA
Trump aproveitou balanço de gestão para listar “mudanças históricas”, entre elas:
- Envio de militares ao Equador para operação de combate ao narcotráfico;
- Crítica à África do Sul por ação em centro de refugiados brancos, classificada pela Casa Branca como “inaceitável”;
- Prisão de integrantes de grupo de extrema esquerda que planejavam atentados no Ano-Novo, segundo autoridades americanas.
Aproximação com o Brasil
O governo Trump retirou o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, da lista de sanções da Lei Magnitsky. Para o vereador texano Mauricio Galante, a decisão não ameaça brasileiros exilados nos EUA. Outro vereador avalia que o gesto pode ser estratégia para aproximar o Brasil dos interesses norte-americanos na região.
Escalada russa na Ucrânia
O presidente russo, Vladimir Putin, declarou que ampliará a ofensiva militar caso a Ucrânia rejeite as exigências de Moscou nas negociações em curso. Em resposta ao clima de insegurança, um país europeu – não identificado na reportagem – iniciou a construção de bunkers em sua fronteira com a Rússia.
O conjunto de movimentos evidencia um tabuleiro geopolítico em rápida transformação, impulsionado pela disputa por recursos energéticos e por recalibrações estratégicas em diferentes continentes.
Com informações de Gazeta do Povo