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Terceira saída em menos de uma semana aprofunda crise no governo Starmer

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O governo trabalhista do Reino Unido registrou nesta quinta-feira (12) a terceira baixa em um intervalo de seis dias. Chris Wormald deixou o cargo de secretário do Gabinete e diretor do Serviço Civil, posto que ocupava desde dezembro de 2024.

Em comunicado, o primeiro-ministro Keir Starmer afirmou ter concordado “por mútuo acordo” com a saída imediata de Wormald. “Sou muito grato a sir Chris por seus mais de 35 anos de serviço público e pelo apoio no último ano. Desejo-lhe tudo de bom para o futuro”, declarou o premiê.

Com apenas 14 meses no posto, Wormald torna-se o secretário de Gabinete que permaneceu menos tempo na função na história britânica. A imprensa local já vinha noticiando a insatisfação de Starmer com o desempenho do servidor.

Baixas anteriores

A renúncia ocorre após duas saídas no início da semana. No domingo (8), Morgan McSweeney deixou a chefia de gabinete e o posto de principal assessor de Starmer. Já na segunda-feira (9), foi a vez de Tim Allan deixar a direção de Comunicação, alegando que sua saída facilitaria a formação de “uma nova equipe” em Downing Street.

McSweeney admitiu ter recomendado, em fevereiro de 2025, a escolha de Peter Mandelson como embaixador britânico nos Estados Unidos. O diplomata foi destituído em setembro do mesmo ano, quando vieram à tona seus vínculos com o financista americano Jeffrey Epstein, morto na prisão em 2019 enquanto aguardava julgamento por acusações de tráfico sexual de menores.

Na semana passada, Starmer reconheceu que sabia da relação de Mandelson com Epstein antes da nomeação, mas afirmou que o aliado teria mentido sobre a extensão desses laços.

Pressão sobre o premiê

Apesar das demissões, o primeiro-ministro tem reiterado que não pretende renunciar, mesmo diante de pesquisas que indicam altos índices de desaprovação. Oposição e aliados, como Anas Sarwar, líder do Partido Trabalhista Escocês, pedem que Starmer deixe o cargo — pressão que se intensificou após os recentes episódios.

Com informações de Gazeta do Povo