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Crise do Banco Master se aprofunda e coloca STF e Planalto sob pressão

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Brasília — O escândalo que envolve o Banco Master evoluiu de uma investigação estritamente financeira para um caso político de grandes proporções, atingindo o Supremo Tribunal Federal (STF) e o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Decisão de Toffoli é aguardada

O ministro Dias Toffoli deve decidir ainda nesta semana se mantém ou levanta parte do sigilo do processo. A medida pode expor informações inéditas sobre a atuação do banco e sobre o envolvimento de figuras públicas, aumentando a pressão sobre o STF.

Documento do Banco Central

Um relatório do Banco Central, datado de 2024, revelou que a instituição financeira recebeu um ultimato para regularizar as contas. O documento é apontado por investigadores como prova de que o problema já era conhecido antes de ganhar repercussão nacional.

Políticos citados

Entre os nomes mencionados na apuração estão:

  • Guido Mantega, ex-ministro da Fazenda;
  • Ricardo Lewandowski, ex-ministro do STF e atual ministro da Justiça;
  • Jaques Wagner, líder do governo no Senado.

A inclusão de integrantes de gestões passadas e do atual governo reforça o caráter político do caso.

“Gilmarpalooza” segue mantido

Mesmo com o aumento das críticas ao Judiciário, o fórum jurídico conhecido como “Gilmarpalooza”, organizado pelo ministro Gilmar Mendes em Lisboa, segue confirmado para 2026. O evento reunirá autoridades dos Três Poderes.

Alerta do TCU sobre manobras fiscais

Paralelamente, o Tribunal de Contas da União (TCU) identificou manobras que permitiriam ao Executivo gastar recursos fora do orçamento oficial. Segundo o órgão, a prática dribla regras fiscais e reduz a transparência sobre os gastos públicos.

Novos desdobramentos no caso Epstein

Nos Estados Unidos, documentos liberados pela Justiça acrescentaram detalhes à investigação sobre Jeffrey Epstein. Os arquivos citam um príncipe que teria se ajoelhado diante de uma vítima, além de registros de conversas com o empresário Elon Musk e menções ao ex-presidente Donald Trump.

A decisão de Toffoli e o possível levantamento do sigilo podem definir os próximos passos do inquérito, enquanto o governo tenta conter o desgaste político provocado pela crise.

Com informações de Gazeta do Povo