O Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) divulgou nota na sexta-feira (30) condenando a prisão do ex-apresentador da CNN Don Lemon e da cineasta Georgia Fort, detidos enquanto cobriam manifestações contra o Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) em Saint Paul, Minnesota.
Lemon foi preso na quinta-feira (29) sob acusação de violar legislação federal durante um protesto realizado dentro de uma igreja. Já Georgia Fort foi detida na sexta-feira (30) pelo mesmo motivo, segundo o Departamento de Justiça dos Estados Unidos.
De acordo com as autoridades, os dois jornalistas teriam “obstruído a entrada” do templo, impedindo fiéis de acessar o local de culto e, assim, violado uma lei que proíbe o uso de força ou ameaça para restringir o acesso a instalações religiosas ou de saúde.
O protesto que culminou na prisão de Lemon ocorreu em 19 de janeiro, quando manifestantes interromperam um culto para criticar o pastor da igreja, acusado de colaborar com operações do ICE. O grupo entoou palavras de ordem como “Fora ICE!” durante a ação.
Em comunicado, o diretor-executivo do CPJ, Jodie Ginsberg, classificou as acusações como “extremas” e afirmou que as detenções representam “um ataque flagrante à Primeira Emenda e ao direito do público de ser informado”. Ginsberg ressaltou que a forma como jornalistas são tratados “é um importante indicador da saúde de qualquer democracia”.
O CPJ advertiu que os casos de Lemon e Fort se somam a “uma série de ameaças crescentes” contra a imprensa nos Estados Unidos.
Com informações de Gazeta do Povo