Home / Internacional / Conselho da Paz da Noruega suspende cerimônia do Nobel para María Corina, mas prêmio permanece

Conselho da Paz da Noruega suspende cerimônia do Nobel para María Corina, mas prêmio permanece

ocrente 1761418914
Spread the love

O Conselho da Paz da Noruega comunicou na sexta-feira (24) o cancelamento da solenidade que entregaria o Prêmio Nobel da Paz à líder da oposição venezuelana María Corina Machado. Segundo o órgão, composto por 17 entidades independentes, a outorga do prêmio “não está em consonância com os valores” defendidos pela instituição.

“Esta é uma decisão difícil, porém necessária”, declarou a presidente do conselho, Eline H. Lorentzen. Ela acrescentou que o grupo “precisa ser fiel aos próprios princípios e ao amplo movimento pela paz que representamos” e disse esperar “celebrar o Nobel da Paz novamente nos próximos anos”.

A medida não altera a escolha da vencedora. Machado foi anunciada laureada em 10 de outubro “por seu trabalho incansável em prol dos direitos democráticos do povo venezuelano e por sua luta para uma transição justa e pacífica da ditadura para a democracia”.

Dedicação do prêmio a Trump

Após a premiação, María Corina dedicou o Nobel “ao povo sofredor da Venezuela” e ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também indicado ao prêmio. Em entrevista à Fox News, afirmou que Trump merece a honraria “por ações decisivas que colocaram a Venezuela à beira da liberdade”.

A Casa Branca reagiu criticando o Comitê do Nobel, acusando-o de “colocar a política acima da paz” ao não premiar o republicano.

Resposta de Maduro

Dois dias após o anúncio da premiação, o presidente venezuelano Nicolás Maduro chamou a adversária de “bruxa demoníaca”, aludindo à lenda folclórica da Sayona. Durante marcha pelo Dia da Resistência Indígena, Maduro declarou que “90% da população repudia a bruxa demoníaca” e completou: “Queremos paz e teremos paz, mas uma paz com liberdade e soberania”.

Alvo de acusações do governo chavista de apoiar intervenção estrangeira, Machado reiterou que continuará defendendo a redemocratização do país e a libertação de presos políticos.

Com informações de Gazeta do Povo