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Conselheiro de Trump acusa JBS de integrar “cartel da carne” nos Estados Unidos

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Washington, 26 jan. 2026 — O conselheiro sênior de Comércio e Manufatura da Casa Branca, Peter Navarro, afirmou nesta segunda-feira (26) que a brasileira JBS faz parte de um “cartel da carne” que, segundo ele, domina o mercado de processamento de carne bovina nos Estados Unidos.

Em publicação na rede social X, Navarro disse que Cargill, JBS, Tyson Foods e National Beef respondem por mais de 80% do fornecimento de carne bovina no país. De acordo com o conselheiro, essa concentração reduz a concorrência, pressiona pecuaristas locais e eleva os preços para o consumidor.

Navarro declarou ainda que JBS e National Beef são “efetivamente administradas a partir do Brasil” e que o aumento das exportações brasileiras para a China estabelece um piso de preços no mercado norte-americano, limitando a competição interna.

Investigação antitruste

O conselheiro lembrou que o presidente Donald Trump determinou ao Departamento de Justiça (DoJ) a abertura de uma investigação antitruste sobre o setor de carne bovina. Anunciada em novembro do ano passado, a apuração busca identificar indícios de conluio e manipulação de preços entre os grandes frigoríficos que atuam nos Estados Unidos.

Em artigo publicado no jornal Washington Examiner na sexta-feira (23), Navarro atribuiu a alta do preço da carne no país não à inflação, mas à atuação de um “cartel estrangeiro”. Segundo ele, cerca de 85% do processamento de carne bovina passa por apenas quatro companhias, criando “um gargalo” capaz de transmitir o impacto da demanda chinesa diretamente ao consumidor americano.

Navarro argumentou que tensões comerciais registradas no ano passado levaram exportadores brasileiros a redirecionar volumes significativos de carne para a China, reduzindo a oferta doméstica nos EUA e pressionando os preços nos supermercados semanas depois.

Ele acrescentou que a Casa Branca vê a segurança alimentar como parte da segurança nacional e defende a aplicação da legislação antitruste, inclusive com possíveis desinvestimentos ou divisão de empresas, para restaurar a concorrência no setor.

A JBS foi procurada para comentar as declarações, mas não respondeu até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto para manifestação da empresa.

Com informações de Gazeta do Povo