Jerusalém, 17 de março de 2026 – Após dois anos combatendo milícias apoiadas por Teerã, Israel passou a encarar o embate direto com o Irã como etapa decisiva para garantir sua sobrevivência estratégica, segundo especialistas e militares ouvidos pela imprensa.
Por que enfrentar Teerã agora?
Autoridades israelenses atribuem ao Irã o financiamento e o treinamento de grupos como Hamas e Hezbollah. Neutralizar a influência iraniana é visto como forma de eliminar a “raiz” das ameaças às fronteiras do país e abrir caminho para maior estabilidade regional a longo prazo.
Rotina sob sirenes
No cotidiano, sirenes e aplicativos de celular que indicam a trajetória de mísseis norteiam a vida civil. Escolas permanecem fechadas por segurança, enquanto muitos trabalhadores adotaram o home office para acompanhar os filhos durante o período de risco balístico contínuo.
Três camadas de defesa
Israel opera um sistema integrado com três níveis de proteção:
- Domo de Ferro para interceptar projéteis de curto alcance;
- Estilingue de Davi destinado a ameaças de maior distância;
- Colaboração militar norte-americana e instruções de evacuação rápida da população para abrigos.
Papel dos Estados Unidos
Além do apoio antimíssil, Washington – sob a administração Donald Trump – mantém a meta de conter uma eventual aliança geopolítica entre Irã, Rússia e China. O enfraquecimento militar de Teerã também é apontado como oportunidade para que a sociedade iraniana possa, no futuro, livrar-se da repressão do atual regime.
Cenário pós-guerra
Fontes ligadas ao governo israelense afirmam que o objetivo é exclusivamente garantir a própria existência, sem ambições de expansão territorial. Ainda que a queda do regime iraniano possa gerar instabilidade inicial, analistas preveem espaço para novos acordos de paz e para cooperação econômica com vizinhos, a exemplo dos tratados firmados anteriormente com Egito e Jordânia.
Com informações de Gazeta do Povo