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Compra da Groenlândia pode sair por até US$ 1 trilhão para os Estados Unidos, indicam projeções

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O presidente norte-americano Donald Trump intensificou, no fim de semana, a ofensiva pela aquisição da Groenlândia, território autônomo da Dinamarca. Em publicação na rede Truth Social, o republicano anunciou tarifas contra oito países aliados — Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Reino Unido, Holanda e Finlândia — que rejeitam a anexação da ilha localizada no Ártico.

Pelo plano divulgado, a Casa Branca aplicará, a partir de 1.º de fevereiro, tarifa de 10% sobre todas as exportações desses países para os Estados Unidos. A alíquota subiria para 25% em 1.º de junho, permanecendo em vigor até que fosse firmado acordo para a “compra completa e total” da Groenlândia.

Quanto custaria a operação

Na semana passada, a emissora NBC, citando fontes envolvidas nos cálculos da Casa Branca, informou que o valor de aquisição da ilha pode alcançar US$ 700 bilhões. O montante corresponde a cerca de 70% do orçamento de defesa americano previsto para 2026.

Análise publicada pela revista Fortune acrescenta que, somados os investimentos necessários para desenvolver infraestrutura local, o gasto total poderia bater US$ 1 trilhão nas próximas duas décadas. O estudo prevê a injeção de “centenas de bilhões de dólares” em estradas, portos e energia, com retorno econômico significativo apenas entre 10 e 20 anos após a compra.

Além disso, Washington teria de arcar com aproximadamente US$ 700 milhões por ano em subsídios para manter serviços de educação, saúde e assistência à população local, estimada em 56 mil habitantes.

Desafios econômicos

Hoje, a Groenlândia não produz petróleo e conta apenas com duas minas ativas — de ouro e anortosito. Projetos de terras raras e de exploração petrolífera envolvendo empresas americanas permanecem em fase inicial.

Para o pesquisador Malte Humpert, fundador do think tank The Arctic Institute, o potencial econômico da ilha é limitado pelas condições extremas. “Gelo, ursos polares, escuridão, mar congelado e temperaturas baixíssimas tornam difícil viabilizar qualquer exploração comercial”, disse à Fortune.

Motivações de segurança

Em 2024, o conselheiro de Trump e atual embaixador dos EUA na ONU, Mike Waltz, declarou à Fox News que havia interesse nos minerais estratégicos da região. No mês passado, contudo, o presidente afirmou que a proposta não tem foco econômico. “Precisamos da Groenlândia para a segurança nacional, não para minerais”, declarou.

Com informações de Gazeta do Povo